Quando finalmente obtemos o que procuramos há tanto tempo. Quando as nossas espectativas são completamente cumpridas e mesmo ultrapassadas, e se estivermos a falar de uma bicicleta de suspensão total, é caso para dizer que o mundo é plano
Sex
19
Set
2008
Avaria do Espigão Maverick
Escrito por Bravellir
O último sábado foi um dia de contrastes. Tive direito a uma experiência que só mesmo o Gerês nos pode proporcionar, um passeio fantástico, e também ao azar do espigão Maverick ter avariado.
Mais ou menos a meio da volta, ainda na parte em que o trilho sobe, comecei a sentir um desconforto nos joelhos, e logo a seguir senti que o selim baixava sozinho.
Tinha algum óleo a mais na parte superior do espigão, e o óleo também babava pela parte de baixo do espigão.
E Dezembro finalmente chegou. As gripes finalmente fugiram, e eu finalmente voltei aos trilhos.
Andava à que tempos a matutar se devia ou não experimentar um espigão regulável. A maior parte dos OTB que dou, se bem que são culpa da minha azelhice, também são em grande parte porque me esqueço ou tenho preguiça de baixar o espigão nas descidas.Isso junto com o avanço bastante longo e trau.. lá vou eu.
Se eu puder baixar e levantar o espigão em andamento... hum... Depois, um certo Senhor, ainda ajudou mais à festa quando me disse que estava a pensar em fazer o mesmo. Mas não é fácil arranjar esses espigões. E ele estava inclinado para um gravity dropper e eu para um maverick.
Mas este fórum é mesmo uma desgraça. Andava neste vai não vai, e de repente, alguém aqui no fórum chama a atenção para o facto da Canyon vender os maverick. Pronto, a minha prenda de Natal estava encontrada. Mail, mbnet, e cá está ele.
Porquê o maverick e não o gravity dropper? ( baseado em relatos da net )
Tamanho. O maverick existe em 31.6 que é o tamanho da ES. O gd só existe em tamanhos inferiores e depois tem de levar anilhas. Bloqueio. O gd tem três posições. Topo, inferior e meio. O maverick é infinito, bloqueia onde quisermos. Movimento. O gd tem de se dar um "toque" com rabo para ele se mover. O maverick é directo. É só apertar a alavanca ou o remoto e ele move-se imediatamente. Durabilidade. É o aspecto que mais me amedronta. Os comentários são mais ou menos iguais entre ambos os modelos. Relatos de avarias e problemas demasiado frequentes, especialmente com tempo mau ( agua e areia ). A ver vamos ... :s Curso. Ambos tem 7.5 cm de curso. O gd irá ter uma versão mais longa ( 10cm ) em breve. Peso. Semelhante. Preço. Semelhante e vergonhosamente alto.
Porquê sem comando remoto no guiador?
Sem poder experimentar, foi um pouco por instinto que escolhi o espigão sem remoto. É mais leve e não me apetecia nada andar com mais cabos e coisas amarradas ao quadro. Alem disso, o cabo prende ao topo do espigão, o que obriga a que fique um pedaço de cabo solto para o espigão se poder movimentar. Não me pareceu boa ideia.
Primeiras impressões.
Bem embalado, mas nota-se que é um produto OEM. A embalagem não é da maverick e nem trazia manual. Apenas uma folha em alemão. Tenho de ver se arranjo o manual algures.
Os acabamentos são perfeitos. Parece muito robusto. O aperto do selim da bontrager é "estranho". Vamos ver como se porta. A alavanca de variação do curso é grande e muito suave. É muito fácil variar o curso mesmo com a mão.
1º volta no pátio.
Excelente. O sistema da alavanca é terrivelmente fácil de usar e mesmo muito instintivo. Um toque com os dedos e "caimos", e para subir basta agarrar a ponta do selim ( a alavanca fica debaixo dos dedos ) e fazer o movimento para levantar do selim. Ele vem junto até onde quisermos e é só largar.
Acho mesmo que fiz bem em não ter optado pelo remoto. É certo que se tem de tirar a mão do guiador, mas o movimento é tão rápido, fácil, e para um homem tão instintivo ( já sei que me vou fartar de ouvir bocas que para descer me tenho de agarrar aos ....... ) que honestamente não acho que interfira com a pilotagem.
Nota negativa. O espigão, mesmo novo tem uma ligeira folga. É uma das queixas mais frequentes dos utilizadores em termos de qualidade. O aparecimento de folgas. Os quilómetros dirão..
1º Volta nos trilhos.
Ontem dei a primeira volta com o espigão. 30 km em Valongo. Algumas descidas perfeito.
São mais 300 grs de peso, mas bolas..... valem bem a pena.. Ao contrário do que pensava fartei-me de o usar. A cada descida, tau, selim para baixo e tá a andar. Apanhei-me a deixar passar toda a gente e depois disparar pelo lado mais "sujo" e ultrapassar (quase) toda a gente com um sorriso de orelha a orelha.
O oguh fez o favor de nos levar a umas paredes daquelas mesmo inclinadas e foi canja, aproximar, baixar selim, descer, subir selim e continuar a pedalar. 1,2,3 moulinex
Tinha algumas reservas quanto ao curso. 7,5 parecia pouco. Mas não. É uma grande amplitude. Acabei por aproveitar e andar ainda mais subido e numa posição melhor para rodar e trepar , porque agora é mesmo muito mais fácil baixar para curtir os singles
Já o aperto do selim da bontrager parece mesmo que não é grande coisa. Por duas vezes o selim moveu-se. Da 2º vez tive de apertar com uma força enorme. Vamos a ver se fica. Era bom que a Maverick começasse a usar o sistema da thompson.
Apenas com 30 kms, não me arrependo nada. Vale o peso extra. Vamos é a ver se tenho sorte ou sou apanhado também por problemas de fiabilidade.
Um vídeo rápido onde se vê o oguh, a passar 4 vezes de posição.
Depois foi a transmissão. No inicio de Novembro, fiz uma manutenção mais "profunda". Desmontei quase completamente a bike e fiz uma revisão.
O amortecedor precisa de manutenção. Está a fazer um barulho irritante.
Preciso de trocar as bichas das mudanças.. O cabo do desviador de trás esfiapou. Qualquer dia parte. Finalmente, após quase 3000km, lá vou ter de mexer e afinar o desviador :D. Esqueci-me que as bichas são integrais e os kits que se vendem não dão. Além disso, mandei vir um jagwire que é meio castanho.
Não gosto.Ficou pendente. Troquei o resto da transmissão.
A cassete ficou a mesma. XT. Acho o ideal para o uso que lhes dou. Quanto à corrente, decidi experimentar uma sram. Dizem que aguenta mais que as shimano. A ver vamos.
Ultimamente , ou melhor, desde Setembro, que não tenho escrito muito sobre a ES. Uma combinação de gripes, muito trabalho, e consequente desalento e falta de motivação, tem-me mantido um bocado afastado deste canto do fórum.
Isso não quer dizer que não tenha havido novidades com a ES
Dos rotores dos travões
1º Parafusaria.
Reparei que alguns do parafusos estavam a oxidar. Não gostei. Na kona, deixei a coisa avançar demais e quando dei conta já quase não conseguia tirar os ditos cujos. Decidi mudar para uns que não enferrujassem....Havia outras soluções, mas também andava com curiosidade para ver como era o titanol, por isso, perdi o juízo e comprei uns parafusos em TI.