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E foi o suficiente. Quando tropecei nesta apresentação as recordações surgiram em catadupa e eu sabia que tinha de lá voltar.
Desta vez inscrevi-me nos opt longos fáceis. A minha forma é a normal de um empenado e o objectivo principal era aproveitar o ambiente e a paisagem daquelas paragens.
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Fui ficando pela zona de partida a tirar umas fotos e a conversar sobre o meu ferrinho. Ambiente muito descontraído enquanto os minutos se passavam e minha hora chegava.
Finalmente recebi o mapa e, um pouco desabituado, arranquei meio confuso para uma descida vertiginosa até ao triângulo. Já cá em baixo tomei a 1º decisão, e logo uma errada
. Escolhi o caminho mais curto o que me levou a trepar à mão uma rampa danada. Até a pé aquilo doeu.
Mas serviu de emenda lol, dai para a frente decidi com mais calma.
Calma demais hehe.. escolhi um bom caminho para a 2ª baliza mas a meio tinha de atravessar um rio. Dava para atravessar mas molhava o pezinho ou o joelhinho. Tinha outro trilho mais acima que talvez fosse mais fácil. Não era
. Voltei ao primeiro e lá atravessei aquela água bem gelada para o outro lado. Mal eu sabia que ia andar a chafurdar quase todo o caminho restante. Acabei por perder algum tempo com frescuras.
Mas detesto andar de pés molhados.
A caminho da baliza 5 aconteceu uma coisa curiosa, mas vulgar no ori-btt. Ao longo do percurso fui acompanhando um grupo de 4 bttistas que iam a fazer o mesmo percurso. Ás vezes ficavam para trás, outras vezes mais para a frente. Depois da baliza 4, estava eu parado a tirar fotos e eles avançaram e não mais os vi. Mais á frente, estava eu a comer o reforço e a tirar mais umas fotos e aparecem eles de novo vindos de trás. Um pouco antes tinha acontecido exactamente o oposto. A escolha dos trilhos é fundamental.
Até ao fim não aconteceu mais nada de extraordinário. O meu empeno já era grande e entre duas balizas escolhi deliberadamente o caminho mais longo mas que acompanhava uma linha de água. Tinha muita lama mas era mais plano. ![]()
Ainda tive tempo de falhar um trilho antes da penúltima baliza e fazer mais um km por causa disso. 
Terminei com cerca de 20 km e 660 mts ( não contando com os 4.5 e 100 mts iniciais ) o que é bastante mau se comparado com o percurso óptimo, mas terminei cansado e satisfeito. Como orientação não foi nada de especial, mas como passeio de BTT foi muito bom.
De tarde, dei uma volta por Melides onde iria ter lugar a prova de Domingo. A areia deixou-me apreensivo. Mas por pouco tempo. Um livro e este pôr-do-sol fizeram-me esquecer as preocupações.
Domingo
Desta vez, da chegada até à linha de partida, a distância era menor e a descer
. Atrasei-me com as fotos e cheguei em cima da hora. Quase sem ter tempo de olhar para o lado estava em cima da baliza de start.
Mesmo á minha frente outro azar para um concorrente. Marca o chip, dá a primeira pedalada e a corrente parte. Inglório. Um metro depois de o tempo começar a contar, uma avaria mecânica. Acontece. Mas deve dar vontade de partir tudo. 
Tal como ontem, voltei a ser afectado por uma certa confusão nos primeiros metros. Tomei a decisão errada. Perdi apenas uns 200 metros até recuperar o sentido correcto, mas tenho de melhorar neste aspecto. Tenho de me localizar e orientar o mapa mais depressa no inicio da prova.
Os trilhos eram quase só areia. Entre pragas lá fui resvalando e patinando. É mil vezes pior que lama. Detesto areia. Felizmente o piso mudou rapidamente e a areia quase desapareceu. Foram só mesmo os primeiros quilómetros.
Entre bandos de aves, pastores que deram uma ajuda e uns vestígios que pereciam arqueológicos, ou talvez não , fui progredindo pelo percurso entre paisagens mais rurais. Muito mais fácil de navegar que na véspera e sem inclinações tão fortes.
Já sensivelmente a meio da prova, o percurso começou a entrar no típico montado da região. Fomos subindo lentamente uma crista de monte. Ao lado conseguia-se adivinhar um vale bem marcado.
Como não podia deixar de ser, o percurso passava a linha de água no fundo desse vale. E começava por duas descidas. A primeira rápida e curta, a segunda, provavelmente a parede com mais inclinação que já fiz. Como o piso era bom, desci o selim e deslizei por lá abaixo até ao vale. Divertido heheh.
E como tudo o que desce, sobe, depois da linha de água foi subir a outra encosta. Estrategicamente aproveitei para comer qualquer coisa a meio. ![]()
Já cá em cima e depois do posto de abastecimento de água, cometi o primeiro dos dois grandes erros do dia. Fiz um zig em vez de um zag
. O excesso de confiança faz isto. Ao analisar o mapa tinha percebido que o percurso até ao fim era de bons trilhos e fisicamente menos complicado e facilitei. Um caso típico do "está no papo"
. Vergonha, desta vez perdi um bom tempo antes de perceber que estava no sítio errado. Tive de voltar atrás.
Ainda antes do fim, outra decisão errada. Hesitei e optei pelo caminho mais lento. Era o mais bonito mas o era o errado.
Não tenho dados deste percurso mas penso não ter sido muito diferente do de Sábado em termos de desvio do percurso óptimo.
A prova
A prova foi excelente. Em termos de organização e meios, muito boa. Em termos de percursos e locais, excelente. Os mapas perfeitos. As balizas e reforços de água muito bem colocados.
A prova no segundo dia era bastante mais acessível que no primeiro. Embora o cansaço acumulado agradeça, no domingo fiquei com fome de mais ![]()
A lama em Grândola e a areia em Melides foram o sal e a pimenta que andar de bike exige. Uma ou duas rampas no primeiro dia e especialmente a PAREDE no segundo ficam também na memória.
"O Atleta" 
Fisicamente pensei que ia ser pior. Mas lá me desenrasquei como pude.
Em termos técnicos também menos mal. Se não fosse aquele buraco mesmo no meio de uma poça não tinha caído nenhuma vez
. Não se faz. Passamos três de seguida na poça. Os dois primeiros atravessam sem problemas e eu é que tinha de escolher o sítio que escondia a vala.
O meu "Ferrinho"
Na linha de partida do primeiro dia ainda foi motivo de conversa. Alguns comentários e perguntas sobre o peso e o ângulo da suspensão.
No terreno portou-se muito bem. Os pisos é que fizeram questão de demonstrar o tão diferente e diversificado é o nosso pais.
Se eu morasse a Sul e pedalasse habitualmente naqueles terrenos de certeza que a minha escolha de pneus seria diferente. Na lama barrenta e escorregadia da Serra de Grândola quer o Nobby Nick á frente quer o Racing Ralph atrás foram uma autêntica fonte de adrenalina. Era entrar a direito a 20 ou 30 km/h numa poça de lama e sair como calhava.
Na areia de Melides também não foram grande ajuda, mas no restante piso, menos húmido e quase sem lama, já estiveram mais à vontade.
Foi um fim-de-semana pleno de variedade. Paisagens novas, terrenos diferentes, caras novas e uma maneira diferente de fazer BTT. Muito refrescante, muito intenso e definitivamente de repetir. Espero desta vez não ter de esperar três anos para lá voltar.
Boas Pedaladas,
Bravellir







































Foi uma prova ***** quando houver outra assim e com essas vistas magnificas trilhos desses sempre a subir para baixo tb alinho tenss de me dar um toque na proxima aventura o empeno vale bem a pena so é pena as quedas mas elas são do oficio sem quedas nao ha perfeiçao e enganos tb mas como é para divertir tamos nessa
ps:estiveste ha altura e esse (ferrinho) nao te dexa ficar mal
abraços :