Hoje tirei o dia para ir descobrir que trilhos se escondem do lado Espanhol do rio Minho. Quando estou em Vila Praia de Âncora é vulgar eu dar um salto até La Guardia. Ou de bike, passando pelo ferry em Caminha, ou de carro atravessando a ponte em V.N.Cerveira.
De cada vez que passo por aquelas bandas fico sempre de olho nos trilhos que se vislumbram da estrada.
Como ando a planear um passeio vadio para alguns amigos, entre Viana do Castelo e Valença, achei que era a oportunidade perfeita para finalmente conhecer os caminhos do lado de lá do rio. Assim, se quando chegarmos a Valença, ainda houver pernas, podemos voltar até Caminha por este "novo" trilho.
O Neo veio até cá acima para me fazer companhia e empurrar sempre que for necessário, e depois de um mês parado, se calhar vai ser mesmo necessário .
Cerca das 9:30 estacionamos em Valença, mesmo por debaixo das muralhas e imediatamente saltamos para cima das burras para nos metermos ao caminho.
Mas para parar apenas 50 metros á frente . Hoje é o 1º passeio do meu novo brinquedo, a Summer Season, por isso.. qualquer desculpa vai servir para tirar umas fotos... Desta vez foi as muralhas de pedra.
Descemos da fortaleza e atravessamos a ponte. Já em território espanhol, viramos na direcção da margem do rio, na esperança que houvesse um trilho ao longo da margem. Não havia.
Começamos então uma longa série de avanços e recuos, descendo os trilhos que levam ao rio, apenas para descobrir que não tinham saída. Subíamos outra vez , seguíamos mais uns metros por um trilho mais cá em cima, e voltávamos a descer até ao rio.
De vez em quando fazíamos uns metros por velhos caminhos agrícolas na faixa plana cultivada entre o rio e o terreno mais elevado. Mas estão muito obstruídos e mal-tratados. O trilhosvai ser marcado mais afastado do rio do que eu pretendia. Mas com umas visitas a alguns bonitos molhes ribeirinhos.
Com todo este ziguezaguear, as horas avançavam, os quilómetros acumulavam e Cerveira, nem vê-la.
Numa das raríssimas incursões pela nacional, paramos num café para um rápido reforço. E que bem que soube. Mesmo sem o sol brilhar, a temperatura estava boa e a geladinha levantou o ânimo e refrescou a vontade de continuar o reconhecimento em vez de seguir pelo caminho mais directo.
Mais uns ziguezagues, mais uns berros de "!#$"$" não tem saída.. vamos para trás E$##%&#" e chegamos à ponte em Cerveira e fizemos uma visita ao forte do lado Espanhol.
Daqui para a frente, existem muitos trilhos e mais junto ao rio. Mesmo junto ao rio. Tão junto que alguns ficam debaixo de água com a maré, sinal que nos aproximávamos da costa. Paramos para almoçar num café numa zona muito bonita com uma praia fluvial.
As minhas contas estavam a sair todas furadas. Os quilómetros estavam a ser bem mais do que eu pensava e o ritmo também era mais lento do que pretendia. Coisas de reconhecimentos. 
Numa esplanada simpática comemos umas sandes gigantes e uns pimentos de padron, devidamente regados. Uma beleza. Coisas de reconhecimentos. 
Ainda pude exercitar as minhas habilidades em mecânica. Um cavalheiro, que falava em francês "espanholado" mas que era inglês tinha uma bela bike de roda fina que tinha a roda de trás solta. Graças ao Neo que só mesmo ele para transportar uma ferramenta que não usa, uma chave de bocas, pudemos reparar a bike.
Arrancamos para a recta final. Subimos a La Guardia e fiz de cicerone para o Neo. Fomos espreitar a vista da ponta do molhe, demos a volta ao monte de Santa Tecla e "testei" a Summer Season na "avenida dos godos" ( o Neo queria bater-me haha ) , e atravessamos a mata que tem na foz do rio do lado Espanhol. Uma réplica quase perfeita da mata do Camarido do lado Português.
Arrancamos para a recta final. Subimos a La Guardia e fiz de cicerone para o Neo. Fomos espreitar a vista da ponta do molhe, demos a volta ao monte de Santa Tecla e "testei" a Summer Season na "avenida dos godos" ( o Neo queria me bater haha ) , e atravessamos a mata que tem na foz do rio do lado Espanhol. Uma réplica quase perfeita da mata do Camarido do lado Português.
Depois foi atravessar no ferry para Caminha, e voltar até Vila Praia de Âncora sempre junto ao mar.
Um bom passeio - que me deu direito a um empeno após 5 semanas sem pedalar - e que permitiu traçar um percurso novo.
Boas Pedaladas,
Bravellir
Galeria Fotográfica
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